Sentado num banco qualquer, em nenhum lugar específico, estava um homem que olhava um grafite na parede. Ele estava pensando no que tinha se tornado até aquele momento. Via pessoas passarem por ele, algumas sorriam, outras conversavam, umas pareciam tão concentradas no que quer que seja e outras, assim como ele, vestiam a mascara da indiferença. Passará por tantas coisas, em tantos lugares, porém não viveu nenhuma em nenhum lugar. Eram tantas lembranças que passaram por seus olhos, flaches de uma vida que teve tudo para ser intensa, mas muito pouco aproveitada. Parece que é somente nas horas difíceis que se para para refletir tudo que aconteceu. Os olhos iam de um lado para o outro a procura de alguma coisa, respostas talvez, ou uma salvação? Ele sabia o que fazer, mas não era o que estava prestes a fazer. A facilidade da resolução dos problemas é tão reconfortante que não se deixa espaço para uma certa e necessária reflexão. Mas, diferente do que a fras...