O oceano no fim do caminho, Neil Gaiman




Título | O oceano no fim do caminho
Autor | Neil Gaiman
Editora | Intrínseca
Ano | 2013
Páginas | 208

Foi há quarenta anos, agora ele lembra muito bem. Quando os tempos ficaram difíceis e os pais decidiram que o quarto do alto da escada, que antes era dele passaria a receber hóspedes. Ele só tinha sete anos. Um dos inquilinos foi o minerador de opala. O homem que certa noite roubou o carro da família e, ali dentro, parado num caminho deserto, cometeu suicídio. O homem cujo ato desesperado despertou forças que jamais deveriam ter sido perturbadas. Forças que não são deste mundo.

A obra, Oceano no fim do Caminho, título original de ,The Ocean at the End of the Lane, escrita por Neil Gaiman – Ilustre autor de romances  e quadrinhos -, através da editora Intrínseca, publicado em 18 de junho de 2013.


Em O Oceano no fim do Caminho, Neil, já no primeiro capítulo traça um caminho pela infância do protagonista, o garoto, a solidão e exclusão vivenciadas por ele, pois ninguém vai ao seu aniversário de sete anos. E quando ganhou um gato chamado, fofinho e a coleção completa de As Crônicas de Nárnia, de presente, percebeu que, Livros eram mais confiáveis que pessoas, de qualquer forma.

Por causa de uma crise financeira seus pais o colocam no sótão, lhe improvisando um quarto. Passando a alugar seu quarto para receber hóspedes. Mas, além de perder seu quarto com sua pia amarela, exatamente do seu tamanho, também perdeu Fofinho, pois acidentalmente o inquilino, minerador de opala, o atropelou. Sentindo-se em dívida, o minerador de opala lhe trouxe Monstro,

Aí está. Gato por gato — disse o minerador de opala, e bagunçou meu cabelo com a mão
que lembrava couro.Então saiu para o corredor, deixando-me na cozinha com o gato que não era o meu gatinho.
O homem espiou por detrás da porta.
— Ele se chama Monstro — falou.
Aquilo me pareceu uma piada de mau gosto.

Uma narrativa interessante que constitui uma obra única. Dentro dela há um protagonista sem nome, o consentimento da solidão – mesmo com os presentes que ganhou de aniversário -, e um deles que virá a falecer, o luto por Fofinho e a perda do quarto com a pia perfeita. É no mínimo, um emaranhado fascinante e excêntrico, ainda à luz do primeiro e segundo capítulos.

O garoto conhece sua única e leal amiga, Lettie Hempstock e nesse mesmo dia, conhece o oceano que é lago ou o lago que é oceano?!

— É um oceano de verdade? — perguntei.
— Ah, é sim — respondeu ela.
Deparamos com ele de repente: um galpão de madeira, um velho banco e, entre os dois, um lago de patos, a água escura salpicada de lentilhas-d’água e ninfeias. Havia um peixe morto,prateado como uma moeda, boiando de lado na superfície.
— Isso não é bom — disse Lettie.
— Achei que você tinha dito que era um oceano — falei. — É só um lago, na verdade.
— É um oceano — insistiu ela. — Nós o atravessamos quando eu ainda era bebê, quando
viemos da velha pátria.

Então, conhece a terrível e temível, Úrsula Monkton, que aparece justamente quando ações e planos sujos e suspeitos, estão envolvendo as pessoas em coisas ruins. Pois é, os acontecimentos que viram será uma sucessão de desafios complexos e perturbadores.
Diante de tantos mistérios, fatos marcantes, lembranças esvoaçantes, a mistura da fase adulta e infância, sentimentos indagadores e verdadeiros, traçam a o caminho que um garoto fez até encontrar as respostas, segredos... o oceano.




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